Painel de Monitoramento

Produção, Financiamento e Recursos

Versão preliminar — painel em desenvolvimento

Escopo do painel

Este painel interativo integra múltiplas bases de dados sobre a produção de serviços de saúde e o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), articulando informações assistenciais, fiscais e orçamentárias em uma estrutura analítica unificada.

No componente assistencial, são utilizados dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS) e do Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS). No campo do financiamento, o painel incorpora repasses federais fundo a fundo, parcela suplementar e recursos de emendas parlamentares, além de informações fiscais do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS), incluindo receitas, despesas e ações e serviços públicos de saúde (ASPS).

A integração dessas bases permite analisar, de forma articulada, a relação entre produção de serviços de saúde, alocação de recursos e execução orçamentária, contribuindo para o monitoramento e a avaliação do financiamento do SUS em diferentes níveis de governo.

Objetivo do painel

O painel permite explorar, de forma dinâmica, a produção de serviços de saúde e seu financiamento, por meio de diferentes recortes analíticos, incluindo dimensões territoriais, demográficas e por tipos de procedimentos e financiamento. A ferramenta possibilita a comparação entre unidades federativas, municípios e períodos de tempo, bem como a análise da composição e da distribuição dos recursos ao longo do território, além de fornecer indicadores econômicos com as mesmas desagregações.

Seu objetivo é apoiar o monitoramento da produção assistencial e dos fluxos de financiamento, permitindo avaliar a relação entre oferta de serviços e disponibilidade de recursos, bem como mensurar a eficiência do gasto público. Ao integrar informações assistenciais, orçamentárias e financeiras, o painel contribui para identificar padrões, desigualdades e mudanças ao longo do tempo, subsidiando análises, monitoramento e avaliação de políticas públicas baseadas em evidências e fortalecendo a alocação de recursos e a gestão do SUS.


Cobertura das bases de dados

Devido ao volume e à performance das bases, parte dos dados é apresentada temporariamente como amostra representativa.

SIA-SUS

5%

SIH-SUS

5%

Repasses fundo a fundo

5%

SIOPS - Receitas

5%

SIOPS - Despesas

5%

Emendas parlamentares

100%

Parcela suplementar

100%

SIOPS - ASPS

100%
Amostra Base completa
Produção

Valor produzido

Procedimentos únicos


Evolução temporal
Distribuição geográfica

Top 10 procedimentos
até

Evolução do valor total dos procedimentos

Evolução do valor médio dos procedimentos
Evolução dos complementos
Evolução da participação dos complementos (federal e local) sobre o valor total

Evolução do valor líquido

Cobertura de caixa dos recursos transferidos
Participação dos componentes no valor líquido
Regularidade dos repasses

Evolução do valor das emendas

Distribuição dos recursos de emendas entre municípios beneficiados
Participação das modalidades de transferência
Evolução das emendas por tipo de autoria
Lista de entes por emendas recebidas

Evolução dos valores

Eficiência da execução e empenho
Participação do valor pago por objeto
Evolução da concentração de recursos
Lista de entes por parcela suplementar recebida


Evolução do percentual do orçamento estadual e municipal aplicados à saúde

Percentual de entes que cumprem o piso constitucional

Distribuição do percentual estadual ou municipal aplicado à saúde

Intensidade e severidade do descumprimento do piso

Lista de entes que descumpriram o piso constitucional

Evolução das receitas

Participação da receita por esfera administrativa

Lista de maiores receitas por ente

Evolução das despesas

Participação da despesa por subfunção

Lista de maiores despesas por ente

Indicadores em construção


Os indicadores estão sendo desenvolvidos e serão disponibilizados em breve.



            


Sobre o Painel


O painel integra diferentes bases administrativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de finanças públicas, permitindo uma visão abrangente da produção assistencial e do financiamento da saúde no Brasil. As principais fontes utilizadas são:

  • SIA/SUS – Sistema de Informações Ambulatoriais – Base administrada pelo Ministério da Saúde que registra os procedimentos ambulatoriais realizados no SUS. Seu principal objetivo é subsidiar o monitoramento da produção assistencial e apoiar o processo de financiamento da atenção ambulatorial.
  • SIH/SUS – Sistema de Informações Hospitalares – Sistema responsável pelo registro das internações hospitalares financiadas pelo SUS. Gerido pelo Ministério da Saúde, é utilizado para fins de pagamento, regulação e avaliação da assistência hospitalar.
  • Fundo Nacional de Saúde (FNS) – Repasses federais – Base que consolida as transferências de recursos do Governo Federal para estados e municípios. Os dados são geridos pelo Ministério da Saúde e permitem acompanhar o financiamento federal das ações e serviços públicos de saúde.
  • Emendas parlamentares – Informações sobre recursos destinados por parlamentares ao orçamento da saúde. Esses dados permitem identificar a alocação política de recursos e sua distribuição territorial.
  • Parcela suplementar – Registros de transferências adicionais realizadas pelo Ministério da Saúde com o objetivo de complementar o financiamento regular, geralmente associadas a políticas específicas ou situações emergenciais.
  • SIOPS – Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde – Sistema oficial de monitoramento dos gastos em saúde da União, estados e municípios. Gerido pelo Ministério da Saúde, permite acompanhar a aplicação mínima constitucional e a estrutura do financiamento do SUS.

Todas as bases utilizadas são públicas e têm como finalidade apoiar a transparência, o monitoramento e a avaliação das políticas de saúde. A integração dessas fontes permite analisar, de forma conjunta, a produção de serviços e os fluxos de financiamento do SUS.


Os dados utilizados no painel passam por um processo estruturado de tratamento, com o objetivo de garantir consistência, comparabilidade e qualidade das informações apresentadas. As principais etapas envolvidas são:

  • Padronização das variáveis – Harmonização de nomes, formatos e classificações entre diferentes bases de dados, incluindo variáveis geográficas, temporais e financeiras, permitindo a integração das informações.
  • Tratamento de inconsistências – Identificação e tratamento de valores ausentes, duplicidades e possíveis inconsistências nos registros administrativos, respeitando as especificidades de cada sistema de informação.
  • Agregação temporal – Consolidação das informações por competência mensal, permitindo a construção de séries temporais consistentes e comparáveis.
  • Agregação geográfica – Organização dos dados em diferentes níveis territoriais (municípios, estados e regiões), possibilitando análises espaciais e comparações regionais.

Esse conjunto de procedimentos garante que os indicadores apresentados reflitam, de forma consistente e comparável, a dinâmica da produção de serviços e do financiamento do Sistema Único de Saúde ao longo do tempo e entre diferentes regiões do país.


O painel apresenta um conjunto de indicadores construídos a partir da integração das bases de produção assistencial e financiamento do SUS. Esses indicadores permitem analisar, de forma conjunta, o volume de serviços prestados, os recursos mobilizados e sua distribuição territorial e temporal, incluindo medidas clássicas de desigualdade e concentração.

  • Produção – corresponde à quantidade total de procedimentos registrados nos sistemas SIA/SUS e SIH/SUS no período selecionado. Esse indicador reflete o volume de serviços prestados pelo SUS e permite acompanhar a evolução da oferta assistencial ao longo do tempo.
  • Valor aprovado – representa o valor financeiro aprovado para pagamento dos procedimentos registrados. Trata-se de uma proxy do gasto associado à produção assistencial, sendo amplamente utilizado para fins de monitoramento e financiamento da saúde.
  • Procedimentos únicos – corresponde ao número de procedimentos distintos observados na base de dados, permitindo captar a diversidade e a complexidade da assistência prestada.
  • Valor per capita – obtido pela razão entre o valor aprovado (ou transferido) e a população da unidade geográfica considerada:

    $$\text{Valor per capita} = \frac{V_i}{Pop_i}$$

  • Participação relativa – mede a participação de cada unidade no total observado:

    $$s_i = \frac{V_i}{\sum_{j=1}^{n} V_j}$$

  • Curva de Lorenz – representação da distribuição acumulada dos recursos ou da produção em relação à população:

    $$L(p) = \frac{1}{\mu} \int_0^p y(q) dq$$

  • Índice de Gini – medida sintética de desigualdade derivada da Curva de Lorenz, variando entre 0 (igualdade perfeita) e 1 (máxima desigualdade):

    $$G = 1 - 2 \int_0^1 L(p) dp$$

  • Índice de Herfindahl-Hirschman (IHH) – indicador de concentração baseado nas participações relativas:

    $$IHH = \sum_{i=1}^{n} s_i^2$$

  • Índices de Foster-Greer-Thorbecke (FGT) – família de indicadores que permite analisar a distribuição com diferentes graus de sensibilidade:

    $$FGT(\alpha) = \frac{1}{n} \sum_{i=1}^{n} \left( \frac{z - y_i}{z} \right)^\alpha I(y_i < z)$$

Em conjunto, esses indicadores permitem avançar para além da análise descritiva, possibilitando avaliar a distribuição dos serviços e dos recursos no território, identificar padrões de concentração e subsidiar discussões sobre equidade no financiamento e na oferta de serviços de saúde no Brasil.


Apesar do cuidado no tratamento e na integração das bases de dados, os indicadores apresentados neste painel estão sujeitos a limitações inerentes aos registros administrativos e às metodologias adotadas. As principais limitações são:

  • Natureza administrativa dos dados – As informações provenientes dos sistemas SIA/SUS e SIH/SUS têm como finalidade principal o registro e o pagamento de procedimentos. Dessa forma, podem não refletir integralmente a oferta real de serviços de saúde, mas sim aquilo que foi efetivamente registrado para fins administrativos.
  • Sub-registro e inconsistências – Podem existir diferenças na qualidade do registro entre regiões e ao longo do tempo, incluindo subnotificação, atrasos no envio de dados ou inconsistências nos sistemas de informação.
  • Mudanças institucionais e normativas – Alterações nas regras de financiamento, na tabela de procedimentos ou nos critérios de registro podem afetar a comparabilidade temporal dos indicadores.
  • Valores financeiros como proxy de gasto – O valor aprovado não corresponde necessariamente ao custo real dos serviços prestados, podendo refletir preços administrados e critérios específicos de remuneração do SUS.
  • Limitações das análises per capita – Indicadores per capita não capturam diferenças na estrutura etária, perfil epidemiológico ou fluxos intermunicipais de atendimento, podendo distorcer comparações entre regiões.
  • Interpretação dos indicadores de desigualdade – Medidas como o índice de Gini, a Curva de Lorenz e os índices FGT capturam padrões distributivos, mas não identificam, isoladamente, as causas subjacentes da desigualdade observada.
  • Escala geográfica de análise – A agregação dos dados em níveis territoriais mais amplos pode ocultar heterogeneidades locais relevantes, enquanto análises muito desagregadas podem estar sujeitas a maior volatilidade.
  • Integração de múltiplas bases – A combinação de diferentes fontes (produção e financiamento) envolve desafios de compatibilização conceitual e temporal, o que pode introduzir limitações adicionais às análises conjuntas.

Dessa forma, os resultados apresentados devem ser interpretados com cautela, sendo mais adequados para análises de padrões gerais, tendências e comparações relativas do que para mensurações precisas de níveis absolutos de oferta ou gasto em saúde.

Contato

Esta página reúne os principais canais de contato da COEST/DESID/SE/MS, responsável pelo desenvolvimento, manutenção e aprimoramento deste painel. Em caso de dúvidas, sugestões ou identificação de eventuais inconsistências nos dados apresentados, colocamo-nos à disposição para receber seu contato.


Endereço
Ministério da Saúde
PO700 - SRTVN Quadra 701, Conjunto C
CEP 70655-775 - Brasília/DF
Telefone
+55 61 3315-3172